quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Mais de 100 artigos de Português e Espanhol neste link:
http://www2.olaamigos.com.br/professores/professor/id/57
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
COTA RACIAL: opinião de um negro que viveu e ainda vive no país onde a "ideia" surgiu.
O professor e economista Walter Williams nasceu e cresceu nos EUA, onde primeiro surgiram as cotas raciais. Viveu o processo na pele. Tem conhecimento acadêmico e empírico para falar do assunto. Vejam a entrevista com o intelectual:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/um-negro-contra-cotas-e-contra-as-leis-que-proibem-a-discriminacao-sua-crenca-individualismo-escola-de-qualidade-igualdade-perante-a-lei-e-liberdade-de-expressao/
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/um-negro-contra-cotas-e-contra-as-leis-que-proibem-a-discriminacao-sua-crenca-individualismo-escola-de-qualidade-igualdade-perante-a-lei-e-liberdade-de-expressao/
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Questão abaixo: dissecada.
Olá, amig@! Como vai?
Vamos ver nossa questão?
Na
norma culta padrão, a conjunção posto
(que) / suposto (que)
pertence ao grupo das concessivas, que inserem uma ideia contrária a outra, mas que não a anula.
São
exemplos: embora, ainda que, mesmo que, se bem
que, apesar de (que),
por... que, sem que (= embora não), que.
O
grande poeta Vinícius de Morais, em seu Soneto
de Fidelidade, usou posto que
com valor causal,
que é considerado um emprego informal da conjunção! Logo, o gabarito é a LETRA C.
Mesmo
que você não tivesse essa informação, dava para resolver a questão usando uma
"artimanha". Vamos ver?
a)
"Hão de ter notado a facilidade com
que meneio algarismos, posto não seja este o meu ofício
(...)" A Semana - Machado de
Assis
Veja que a relação
entre as ideias é de concessão: embora não seja esse seu ofício, ele meneia os
números com facilidade.
b) "O
próprio edifício, posto que avelhantado e fraco, também
parecia animado de espírito guerreiro." Alexandre Herculano
Igual a letra A: embora o edifício estivesse avelhantado e fraco,
parecia animado de espírito guerreiro.
c) "Que
não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito
enquanto dure". Soneto de Fidelidade
- Vinícius de Morais
Aqui você já
percebe uma relação diferente: a causal. Não
é imortal porque é chama.
E daqui mesmo você já iria para a próxima questão. GABARITO.
d) "Suposto
o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a
adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor
defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é
que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo." Memórias Póstumas de Brás de Cubas -
Machado de Assis
Idem A
e B.
e) "Tão
delicados (mais que um arbusto) e correm / e correm de um para o outro lado,
sempre esquecidos / de alguma coisa. Certamente falta-lhes / não sei que
atributo essencial, posto se apresentem nobres / e graves, por
vezes.
Ah, espantosamente graves, / até sinistros." Um boi vê os homens - Carlos Drummond de Andrade
Ah, espantosamente graves, / até sinistros." Um boi vê os homens - Carlos Drummond de Andrade
Idem A
e B.
É isso aí.
Até amanhã.
Daniel
Araújo
daniel.araujo@olaamigos.com.br
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Português - Nossa nova série de "posts" - Banca: LaQueDA
Olá, amig@! Como vai?
Vamos
iniciar uma série de resolução de questões da banca LaQueDA* - Laboratório
de Questões do Daniel Araújo (eheh...
Eu sei: a sigla é ridícula! eheh).
Nesses
posts, vou colocar minhas próprias
questões de Português e Espanhol para você resolver e volto em até 48 horas com
o "gaba", OK?
A
nossa primeira questão é de Português.
Marque abaixo a opção que
apresenta um uso informal da conjunção posto / posto que / suposto / suposto que
(todas sinônimas).
a)
"Hão de ter notado a facilidade com
que meneio algarismos, posto não seja este o meu ofício (...)" A Semana - Machado de Assis
b) "O
próprio edifício, posto que avelhantado e fraco, também parecia animado de
espírito guerreiro." Alexandre Herculano
c) "Que
não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto
dure". Soneto de Fidelidade -
Vinícius de Morais
d) "Suposto
o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a
adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor
defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é
que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo." Memórias Póstumas de Brás de Cubas -
Machado de Assis
e) "Tão
delicados (mais que um arbusto) e correm / e correm de um para o outro lado,
sempre esquecidos / de alguma coisa. Certamente falta-lhes / não sei que
atributo essencial, posto se apresentem nobres / e graves, por vezes.
Ah, espantosamente graves, / até sinistros." Um boi vê os homens - Carlos Drummond de Andrade
Ah, espantosamente graves, / até sinistros." Um boi vê os homens - Carlos Drummond de Andrade
É isso aí.
Daniel Araújo
daniel.araujo@olaamigos.com.br
P.S.:
Essa
questão foi inspirada no artigo "Um boi vê os homens" de Pasquale
Cipro Neto, publicado na Folha de S. Paulo, São Paulo, 16 nov.
2006. Cotidiano, [s.p.]; o qual foi reproduzido na obra:
CIPRO NETO, Pasquale &
INFANTE, Ulisses. Gramática da
Língua Portuguesa. 3.ed. São Paulo: Ed. Scipione, 2010.
*O nome se deve a que, há
exatamente sete dias, sofri um baita acidente de moto (culpa do outro
motoqueiro) e "ganhei" uma fratura oblíqua na região distal do úmero
direito -- estou lhe escrevendo com uma caixa de Ibuprofeno ao lado (eheh).
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
"Atendimento à domicílio" - Ui! Essa doeu!!!
Olá, você!
Hoje recebi um certo panfleto na minha caixa de correio que continha, no final, em letras garrafais: ATENDIMENTO À DOMICÍLIO. Santa Gramática! Passei mal: corri direto para o banheiro...
Primeiro, sabemos que não ocorre crase antes de palavras masculinas: "domicílio" é masculino! É fácil de entender...
A crase é a união da preposição "a" com o artigo feminino "a". Você, por acaso, diz "Entrega em minha domicílio."? Estou certo de que não! Pois, pronto; sem artigo feminino, sem crase! Para lembrar-se disso, você pode associar que você faz uma uma compra à vista ou a prazo.
Segundo, quem atende alguém, atende esse alguém em algum lugar. A preposição, então, é "em" (que indica local), não "a" (que indica movimento e destino).
Resumindo: ATENDIMENTO EM DOMICÍLIO.
Será que esta empresa é tão boa quanto o redator do panfleto!? Vixe Maria!
Abração.
Daniel.
Hoje recebi um certo panfleto na minha caixa de correio que continha, no final, em letras garrafais: ATENDIMENTO À DOMICÍLIO. Santa Gramática! Passei mal: corri direto para o banheiro...
Primeiro, sabemos que não ocorre crase antes de palavras masculinas: "domicílio" é masculino! É fácil de entender...
A crase é a união da preposição "a" com o artigo feminino "a". Você, por acaso, diz "Entrega em minha domicílio."? Estou certo de que não! Pois, pronto; sem artigo feminino, sem crase! Para lembrar-se disso, você pode associar que você faz uma uma compra à vista ou a prazo.
Segundo, quem atende alguém, atende esse alguém em algum lugar. A preposição, então, é "em" (que indica local), não "a" (que indica movimento e destino).
Resumindo: ATENDIMENTO EM DOMICÍLIO.
Será que esta empresa é tão boa quanto o redator do panfleto!? Vixe Maria!
Abração.
Daniel.
domingo, 5 de agosto de 2012
Dúvida de Português: essa pegou muit@s!...
Olá, Pessoal. Tudo bem?
Vamos lá.
Para mostrar para você como podemos começar, vou postar aqui uma dúvida de um aluno respondida por mim no site http://www.olaamigos.com.br/ (Não deixe de conhecer!) no último dia 22 de junho. Escolhi esta questão por ser bem capciosa, apesar de ser de nível médio. Lá vai...
Vamos então à resposta da nossa questão:
Para resolvê-la, precisamos ir ao contexto, pois, para classificarmos uma oração, precisamos verificar sua relação com a outra. Neste caso temos:
"Costuma-se dizer que o fracasso é o primeiro passo no caminho do sucesso...” LETRA D (GABARITO!)
Veja que na oração principal (em negrito), temos uma locução verbal com o se, que é partícula apassivadora!
Logo, a oração sublinhada é SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA, isto é, faz o papel de SUJEITO (PASSIVO) DA PRINCIPAL.
E as outras quatro?
São SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS OBJETIVAS DIRETAS. São os Objetos Diretos dos verbos de suas principais.
E aí? Acertou? Espero que sim, porque estamos só nos aquecendo.
Muito sucesso!
Daniel Araújo.
Vamos lá.
Para mostrar para você como podemos começar, vou postar aqui uma dúvida de um aluno respondida por mim no site http://www.olaamigos.com.br/ (Não deixe de conhecer!) no último dia 22 de junho. Escolhi esta questão por ser bem capciosa, apesar de ser de nível médio. Lá vai...
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Fracasso
e sucesso
“Se
és homem, ergue os olhos para admirar os que empreenderam coisas grandiosas,
ainda que hajam fracassado”. (Sêneca)
“O
segredo para o sucesso é fazer as coisas comuns incomumente bem”. (John D.
Rockefeller Jr.)
É preciso
discernimento para reconhecer o fracasso, coragem para assumi-lo e divulgá-lo e
sabedoria para aprender com ele.
O fracasso está
presente em nossa vida, em seus mais variados aspectos. Na discussão fortuita
dos namorados e na separação dos casais, na falta de fé e na guerra santa, na
desclassificação e no lugar mais baixo do pódium, no infortúnio de um negócio
malfeito e nas consequências de uma decisão inadequada.
Reconhecer o
fracasso é uma questão de proporção e perspectiva. Gosto muito de uma
recomendação da Young President Organization segundo
a qual devemos aprender a distinguir o que é um contratempo, um revés e uma
tragédia. A maioria das coisas ruins da vida são contratempos. Reveses são mais
sérios, mas podem ser corrigidos. Tragédias, sim, são diferentes. Quando você
passar por uma tragédia, verá a diferença.
A história e a
literatura são unânimes em afirmar que cada fracasso ensina ao homem algo que
necessita aprender; que fazer e errar é experiência enquanto não fazer é
fracasso; que devemos nos preocupar com as chances perdidas quando nem mesmo
tentamos; que o fracasso fortifica os fortes.
Pesquisa da
Harvard Business Review aponta que um empreendedor quebra em média 2,8 vezes
antes de ter sucesso empresarial. Por isso, costuma-se dizer que o fracasso é o
primeiro passo no caminho do sucesso ou, citando Henry Ford, o fracasso é a
oportunidade de se começar de novo inteligentemente. Daí decorre que deve ser
objetivo de todo empreendedor errar menos, cair menos vezes, mais devagar e não
definitivamente.
Assim como amor e
ódio são vizinhos de um mesmo quintal, o fracasso e o sucesso são igualmente
separados por uma linha tênue. Mas o sucesso é vaidoso, tem muitos pais, motivo
pelo qual costuma os-tentar-se publicamente. Nasce em função do fracasso e não
raro sobrevive às custas dele - do demérito de outrem. Por outra via, deve-se
lembrar que o sucesso faz o fracasso de muitos homens...
Já o fracasso é
órfão e tal como o exercício do poder, solitário. Disse La Fontaine: “Para
salvar seu crédito, esconde sua ruína”. E assim caminha o insucesso, por meio
de subterfúgios. Poucos percebem que a liberdade de fracassar é vital se você
quer ser bem sucedido. Os empreendedores mais bem-sucedidos fracassaram
repetidamente, e uma medida de sua força é o fato de o fracasso impulsioná-los
a alguma nova tentativa de sucesso. É claro que cada qual é responsável por seu
próprio naufrágio. Mas quando o navio está a pique cabe ao capitão (imagine
aqui a figura do empreendedor) e não ao marujo tomar as rédeas da situação. E,
às vezes, a única alternativa possível é abandonar, e logo, o barco, declinando
da possibilidade de salvar pertences para salvar a tripulação. Nestes casos, a
falência purifica, tal como deitar o rei ante o xeque-mate que se avizinha.
O sucesso, pois,
decorre da perseverança (acreditar e lutar), da persistência (não confundir com
teimosia), da obstinação (só os paranoicos sobrevivem). Decorre de não sucumbir
à tentação de agradar a todos (gregos, troianos e etruscos). Decorre do
exercício da paciência, mais do que da administração do tempo. Decorre de se
fazer o que se gosta (talvez seja preferível fracassar fazendo o que se ama a
atingir o sucesso em algo que se odeia). Decorre de fabricar o que vende, e não
vender o que se fabrica (qualquer idiota é capaz de pintar um quadro, mas só um
gênio é capaz de vendê-lo). Decorre da irreverência de se preparar para o
fracasso, sendo surpreendido pelo sucesso. Decorre da humildade de aceitar os
pequenos detalhes como mais relevantes do que os grandes planos. Decorre da
sabedoria de se manter a cabeça erguida, a espinha ereta, e a boca fechada.
Finalizo
parafraseando Jean Cocteau: Mantenha-se forte diante do fracasso e livre diante
do sucesso.
COELHO, Tom.
Disponível
em: http://www.portalcmc.com.br/aut_artmot03.htm.
Acesso em: 26
jan 2010.
(Cesgranrio 2010 - Petrobrás- Nível Médio - Vários Cargos -
G.1)
A
oração que difere das demais, quanto à classificação, é (As frases estão
sublinhadas no texto na mesma ordem em que aparecem abaixo.)
(A) “...que
cada fracasso ensina ao homem algo...”
(B) “que o
fracasso fortifica os fortes.”
(C) “...que
um empreendedor quebra em média 2,8 vezes antes de ter sucesso empresarial.”
(D) “...que o
fracasso é o primeiro passo no caminho do sucesso...”
(E) “...que a
liberdade de fracassar é vital...”
ATENÇÃO!
É importante que você tente resolvê-la sozinh@ e só depois acompanhar a resolução baixo.
...
Vamos então à resposta da nossa questão:
Para resolvê-la, precisamos ir ao contexto, pois, para classificarmos uma oração, precisamos verificar sua relação com a outra. Neste caso temos:
"Costuma-se dizer que o fracasso é o primeiro passo no caminho do sucesso...” LETRA D (GABARITO!)
Veja que na oração principal (em negrito), temos uma locução verbal com o se, que é partícula apassivadora!
Logo, a oração sublinhada é SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA, isto é, faz o papel de SUJEITO (PASSIVO) DA PRINCIPAL.
E as outras quatro?
São SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS OBJETIVAS DIRETAS. São os Objetos Diretos dos verbos de suas principais.
E aí? Acertou? Espero que sim, porque estamos só nos aquecendo.
Muito sucesso!
Daniel Araújo.
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